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Câmbios Automáticos


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Confira dicas para evitar surpresas com a manutenção do câmbio automático.

Para especialista, nenhum problema deve ser minimizado a fim de evitar uma quebra grave.

A cada ano, mais pessoas deixam os preconceitos de lado e apostam no conforto de um veículo com câmbio automático. Porém, um tema ainda assusta muitos donos e afasta a maioria dos interessados: a conta da oficina. Será possível evitar que o sonho de não trocar marchas em engarrafamentos torne-se em um pesadeiro?

Manual - Santo Torque

    
dicas-santotorque-30Manual

Mas, assim como o sistema automático, o Easytronic possibilita trocas manuais seqüenciais. Basta o motorista deslocar a alavanca para o lado esquerdo e empurrá-la para a frente, para engatar marchas para cima, e para trás, para reduzir. As principais vantagens desse sistema são: custa cerca de R$ 2 mil, quase a metade de uma transmissão automática; dispensa o pedal da embreagem, que reduz o esforço do condutor; e possibilita trocas manuais ou automáticas, o que permite escolher o ritmo de viagem. Mas o equipamento também tem seus inconvenientes. No modo de troca manual, o motorista tem que aliviar um pouco o acelerador, durante as trocas, para não provocar trancos. O sistema também não evita que as rodas patinem, em saídas com piso molhado, nem as famosas queimadas de embreagem.

    
Eletrônica

Desenvolvida pela Opel, na Alemanha, a transmissão automatizada é, na verdade, um câmbio manual, mas com gerenciamento eletrônico, que elimina o pedal da embreagem e tem a vantagem de ser 26 quilos mais leve do que o conjunto automático e apenas três quilos mais pesada em relação ao câmbio convencional. Quando o motorista escolhe a opção automática, o sistema atua na embreagem e, por meio de sensores de velocidade e rotação do motor, escolhe o momento adequado para trocar as marchas, sempre, segundo a GM, visando à economia de combustível. Existe também a opção Sport, que pode ser acionada por um botão na base da alavanca e muda as marchas em um regime de rotação mais elevado; e a possibilidade do kickdown, levando o pedal do acelerador até o fundo, para reduzir as marchas.

    
Entenda: os gastos serão diferenciados

Quem compra um veículo automático precisa considerar que os seus custos de manutenção são diferenciados. Um carro com câmbio manual geralmente terá reparos mais simples e baratos, mas com uma maior frequência, principalmente no sistema de embreagem.

O automático dispensa a embreagem e costuma ampliar a vida útil de componentes do motor, transmissão, suspensões e freios, ao realizar as trocas de marchas no momento certo e controlar a agressividade do motorista. Após alguns anos de uso, a soma das despesas de oficina de modelos convencionais e automáticos costuma ficar muito próxima.

    
Fique longe dos "modelos-micos"

Um primeiro cuidado para evitar surpresas na oficina, ainda mais no Brasil, onde as transmissões automáticas começaram a avançar apenas nos últimos anos, é preferir os modelos mais vendidos e que contam com peças a preços competitivos, sejam nacionais ou importados.

Veículos com poucas unidades vendidas e carros antigos costumam ter problemas na manutenção (principalmente com a falta de componentes ou ferramental) e a conta pode assustar.

    
Aposte em prevenção

A durabilidade da transmissão automática está diretamente ligada ao cuidado que o motorista dispensa ao veículo. Após a compra, o ideal é consultar as tabelas de manutenção no manual do proprietário, com atenção aos prazos de troca do fluido hidráulico e filtro. Quanto mais perfeita estiver a lubrificação, menor será o desgaste.

Pela mesma razão, outra recomendação fundamental é corrigir qualquer vazamento o mais rápido possível. Mas, mesmo para sanar um pequeno problema, o mecânico precisa ser um especialista, ou poderá danificar o câmbio nas operações de desmontagem e montagem.

    
Fique atento na escolha da oficina

Como a transmissão automática é complexa e depende de vários outros sistemas para funcionar corretamente, inclusive eletrônicos, a escolha de uma oficina capacitada deve ser feita com cuidado.

Primeiro busque indicações. Encontrar pessoas que possuem veículos parecidos, fizeram reparos no câmbio e aprovaram o serviço é um bom começo. Ao visitar os locais, é importante avaliar a organização, limpeza e presença de ferramentais e manuais de serviço. Os bons profissionais também se orgulham em exibir as suas certificações e diplomas.

Ainda não há uma certificação de qualidade específica para oficinas que trabalham com automáticos, mas vale a pena cuidar se os técnicos apresentam diplomas de cursos na área. (E não é vergonha perguntar por eles!)

    
Fique atento a pequenas alterações

Quando um câmbio automático apresenta uma quebra grave e cara, na maioria das vezes, o problema começou com uma pequena falha que foi ignorada. Então, um cuidado fundamental para se reduzir a conta da oficina é levar o veículo para uma revisão ao menor sinal de problema.

Uma quebra grave como o veículo simplesmente não conseguir andar já deu sinais de sua chegada muito antes , entre os sintomas estariam vazamentos de fluidos (que teriam secado as engrenagens resultando em defeito). Para evitar que se chegue a esse ponto, qualquer poça de líquido avermelhado no chão da garagem deve servir de alerta.

Como alguns defeitos aparecem de vez em quando, a ajuda do dono é fundamental para que o especialista consiga fazer o diagnóstico correto. Nesses casos, o melhor é contar em detalhes o que está acontecendo e fazer o teste junto com o mecânico. Também nunca se deve esconder ou minimizar uma anormalidade. O prejuízo pode ser grande.

    
Busque a média dos orçamentos

Diante de um problema na transmissão automática do veículo, o ideal é obter vários orçamentos para o reparo. A análise dos diagnósticos deve ser feita com calma e levando em consideração a impressão que ficou de cada oficina. Valores altos ou baixos demais devem ser evitados.

Para ganhar o serviço, muitos reparadores ainda preferem oferecer a “solução milagrosa”, trocando o mínimo necessário para anular a falha de imediato. São as piores propostas. Consertos superficiais geralmente sobrecarregam e quebram outras peças. O problema se torna crônico e cada vez mais caro. Muitos desistem e acabam vendendo o carro.

    
Os problemas mais comuns em carros automáticos

Assim como no caso do câmbio manual, os problemas são sempre gerados pelo mau uso. A patinação de discos internos, por exemplo, é causada pelo vício do motorista em sair de subidas com a alavanca na posição D, em vez de 1. Isso força a transmissão e causa um desgaste prematuro de componentes internos.

Outros problemas podem ser gerados pelo esquecimento de fazer a troca de fluidos recomendada pelo manual do proprietário do veículo (geralmente a cada 40 mil quilômetros).